Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump têm encontro possível nesta terça-feira (21) durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York. A situação remete ao mesmo evento realizado em 2025, quando os dois líderes trocaram cumprimentos no corredor do plenário e deram início a uma aproximação diplomática que durou alguns meses.
Naquele episódio, Trump declarou publicamente que teve uma ‘química excelente’ com Lula após um contato de cerca de 39 segundos. O encontro oficial entre os dois aconteceu em outubro de 2025, em Kuala Lumpur, na Malásia, durante a Cúpula da Asean. As negociações resultaram na retirada das tarifas de 40% impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros como café, carnes e frutas, além de suspender a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do STF Alexandre de Moraes.
A relação entre os dois países voltou a deteriorar em julho deste ano. Os EUA impuseram novas tarifas ao Brasil com base em investigação pela Seção 301 da Lei de Comércio, seguidas de outra rodada de taxas por suposto uso de trabalho forçado. Em agosto, o governo Trump revogou o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, e divulgou um documento afirmando que o Brasil falhou no combate a facções criminosas. Um rascunho enviado ao Itamaraty ainda exigiu que o Brasil permitisse a participação de ‘dissidentes políticos’ nas eleições de 2026. Na véspera da abertura da Assembleia Geral, Lula afirmou que Trump age como um imperador ao impor suas regras a outras nações.
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