O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega ao segundo turno das eleições presidenciais de 2026 diante de um obstáculo sem precedentes desde a redemocratização, em 1988. Em nenhum pleito presidencial brasileiro houve virada do candidato que terminou atrás no primeiro turno.
Entre os principais desafios está a perda de votos no Nordeste, região historicamente forte para o PT, além da alta abstenção entre eleitores de baixa renda, público que compõe parte relevante da base petista. Reverter esses números até o segundo turno é considerado tarefa difícil pela análise histórica dos pleitos anteriores.
A combinação de queda de desempenho em redutos tradicionais e o comportamento do eleitorado mais pobre coloca a candidatura de Lula diante de um cenário inédito na política brasileira desde o retorno da democracia.
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