O Comitê Norueguês do Nobel anunciou, nesta sexta-feira (10), em Oslo, que a jurista sul-africana Navanethem “Navi” Pillay, de 85 anos, é a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026. O presidente do comitê, Jørgen Watne Frydnes, justificou a escolha pela “coragem e integridade excepcionais” de Pillay em sua atuação jurídica e por seus esforços em favor da paz e do direito internacional.
Ao longo de cinco décadas de carreira, Pillay garantiu o acesso de Nelson Mandela a um advogado durante o período do Apartheid, tornou-se a primeira mulher não branca a integrar a Suprema Corte da África do Sul, atuou como juíza no tribunal que julgou o genocídio em Ruanda e chefiou a área de direitos humanos da ONU entre 2008 e 2014. Mais recentemente, presidiu a comissão independente contratada pela ONU que concluiu que Israel cometeu genocídio na Faixa de Gaza. Além da medalha, ela receberá 12 milhões de coroas suecas, equivalentes a cerca de R$ 6 milhões.
Frydnes afirmou que a premiação é “uma mensagem àqueles que estão atacando e enfraquecendo o sistema internacional”. Israel criticou a decisão e a chamou de “instrumentalização anti-Israel grotesca”. Donald Trump, que voltou a defender sua própria candidatura ao prêmio nesta semana, novamente não foi laureado. Pillay, ao saber da vitória, fez uma brincadeira irônica sobre dividir o Nobel com o presidente norte-americano.
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