Rússia afirma ter vantagem na guerra e condiciona negociação aos seus termos

Chanceler russo sustenta discurso de força enquanto o conflito com a Ucrânia segue sem solução
Rússia afirma ter vantagem na guerra e condiciona negociação aos seus termos
Reprodução Internet

A Rússia afirmou nesta semana que mantém a iniciativa no confronto armado contra a Ucrânia, guerra iniciada em fevereiro de 2022 e que avança para mais um ano sem previsão de encerramento. A declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, em meio a desgaste militar, econômico e político vivido pelos dois países.

Lavrov declarou que os países ocidentais precisam reconhecer o que o governo russo considera a situação atual do campo de batalha. Para Moscou, qualquer negociação futura deve partir do reconhecimento das áreas sob controle russo e da exigência de neutralidade da Ucrânia. Hoje, a Rússia ocupa cerca de 20 por cento do território ucraniano, incluindo a Crimeia e partes das regiões de Donetsk, Luhansk, Zaporizhzhia e Kherson.

A fala mantém a linha adotada pelo Kremlin de consolidar posições e prolongar o conflito. Mesmo sem avanços territoriais recentes, o governo de Moscou trabalha com a leitura de que o desgaste contínuo pode alterar o equilíbrio ao longo do tempo. Essa avaliação leva em conta a pressão econômica, o cansaço da população ucraniana e as oscilações no apoio internacional.

Do outro lado, a resposta de Kiev segue firme. O governo ucraniano rejeita qualquer acordo que envolva perda territorial e mantém a retirada total das tropas russas como condição mínima para negociar. Ainda assim, o país enfrenta dificuldades no front. A contraofensiva esperada para 2025 não trouxe mudanças relevantes, enquanto a reposição de armas e munições depende cada vez mais de decisões políticas externas.

Esse contexto também pesa no ambiente internacional. Entre países que integram a OTAN, aumentam os debates sobre custos financeiros, prioridades militares e impactos sociais da guerra. Moscou acompanha essas discussões e busca demonstrar estabilidade diante das incertezas no campo diplomático.

Assim, a guerra entra em 2026 mais longa do que muitos previram, sem sinais concretos de desfecho. A declaração de Lavrov funciona como um recado direto. A Rússia sinaliza disposição para conversar, mas apenas sob condições que consolidem os ganhos já obtidos no conflito. Enquanto isso, o impasse continua moldando o futuro da região e influenciando a geopolítica global.

Participe da nossa comunidade!
Clique aqui para entrar no grupo do WhatsApp

Back To Top