O governo de São Paulo formalizou nesta quinta-feira (1º) a demissão do investigador José Camilo Leonel da Polícia Civil do estado. A medida vem quase dez anos depois de ele ter sido condenado na Justiça por torturar o comerciante iraniano Navid Sayas em sua loja, a Tabriz Tapetes, no bairro dos Jardins, em São Paulo.
O caso ganhou repercussão em 2016 após câmeras de segurança registrarem Camilo agredindo Sayas e apontando uma arma para sua cabeça. O investigador foi afastado da corporação, chegou a ser preso e recebeu pena de 11 anos, nove meses e dez dias, posteriormente reduzida para sete anos, um mês e dez dias. Desde 2017, cumpria a punição em liberdade e não atuava mais como policial. Naquele mesmo ano, a Secretaria da Segurança Pública cassou sua aposentadoria.
A demissão foi confirmada por decreto assinado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e publicado no Diário Oficial do Estado. O ato ocorreu após o processo transitar em julgado na 4ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, sem mais possibilidade de recursos. A advogada de Camilo na esfera administrativa, Eliana Rasia, afirmou que a decisão não muda nada na prática, pois ele já havia perdido o cargo e a aposentadoria há anos.
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