Seis candidatos com registros indeferidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) e com recursos ainda pendentes podem alterar a composição da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e da bancada fluminense na Câmara dos Deputados. Enquanto as decisões não forem definitivas, os votos recebidos por esses candidatos permanecem anulados sob a condição de sub judice.
Na disputa pela Alerj, cinco candidatos tiveram votações superiores à do deputado estadual eleito com a menor votação individual, Carlos Russo (DC), que somou 27.447 votos. João Drumond (PRD/Renovação Solidária) recebeu 55.759 votos, Diego Alba (PSDB/Cidadania) obteve 48.547, Renato Machado (PT/PCdoB/PV) chegou a 48.300, Val Ceasa (PRD/Renovação Solidária) somou 47.080 e Paulo Melo (União Progressista) registrou 33.546. Para a Câmara, Ricardo Abrão (PSDB) recebeu 63.730 votos, acima dos 46.780 de Talita Galhardo (PSDB), atualmente eleita pela mesma federação.
Como as eleições para deputado estadual e federal seguem o sistema proporcional, a eventual validação dos votos não implica simplesmente trocar um candidato por outro. A Justiça Eleitoral precisaria refazer a totalização completa, recalculando a votação total dos partidos e federações, o quociente partidário, a distribuição das sobras e o número de cadeiras de cada legenda, o que pode mudar tanto a relação de eleitos quanto a lista de suplentes.
Os registros de João Drumond e Val Ceasa foram indeferidos por ligações apontadas com organizações criminosas, segundo o TRE-RJ, assim como os de Diego Alba, Renato Machado e Paulo Melo. O caso de Ricardo Abrão envolveu indícios de financiamento de estrutura para compra de votos em Nilópolis nas eleições municipais de 2024. Todos os envolvidos ainda podem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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