A corrida por uma vaga no Senado Federal por Santa Catarina em 2026 concentrou atenções que historicamente ficavam reservadas à disputa pelo governo do estado. A entrada de Carlos Bolsonaro, vereador do Rio de Janeiro por sete mandatos que transferiu o título eleitoral para Santa Catarina em dezembro de 2025, foi o principal fator dessa mudança de cenário. O movimento gerou racha interno no Partido Liberal e reconfigurou alianças em toda a direita catarinense.
A mais recente pesquisa Quaest, divulgada na quinta-feira (25), mostrou Carol de Toni com 17% das intenções de voto, Carlos Bolsonaro com 16% e Esperidião Amin com 15%, todos dentro da margem de empate técnico. Décio Lima, do PT, aparece com 10% e também está empatado tecnicamente com Carlos e Amin. O levantamento indica ainda que 38% dos eleitores podem mudar de voto até o dia 4 de outubro.
As composições de chapa refletem o rearranjo provocado pela entrada de Carlos na disputa. Carol de Toni deixou o PL após ver espaço ameaçado dentro do partido e concorre por outra legenda, com apoio de Michelle Bolsonaro. Amin se afastou dos liberais e compôs coligação com PSD e MDB. Na esquerda, PT e PSOL se uniram em torno de Décio Lima e Afrânio Boppré na tentativa de ocupar uma vaga após anos fora do Senado pelo estado.
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