E-SIM

Eleições 2026: candidatos neófitos e o desafio de ganhar uma eleição

Entre agendas cheias e promessas, organização segue sendo o ponto mais negligenciado da política
Eleições 2026: candidatos neófitos e o desafio de ganhar uma eleição
Reprodução Internet

É ano de eleição e todo mundo sai correndo. Reuniões se multiplicam, pautas surgem a cada esquina e atividades são criadas para tentar se conectar com o povo. Uns organizam bingo, outros distribuem cestas básicas, há quem resolva aposentadorias, quem capte lideranças e quem apenas marque presença onde dá. Isso é normal em qualquer processo de pré-campanha e, conforme for, até esperado.

Entretanto, no meio dessa movimentação toda, quase ninguém se detém em algo tão básico que chega a ser clichê, a organização da campanha. Organizar, no entanto, não é apenas planilhar receitas e despesas, embora isso também seja necessário. Organização vai muito além disso, envolve planejamento detalhado, repetição de processos, revisão constante do que deu certo e do que não funcionou.

Outrossim, organizar uma campanha exige olhar para trás. É analisar dados de eleições passadas, identificar onde os elos se romperam, restaurar relações mal cuidadas e consertar o que ficou quebrado. Campanha não pode ter ponta solta, porque toda ponta solta vira problema mais adiante.

Na minha visão, uma campanha se divide em três fases bem definidas. Pré-campanha, campanha e pós-campanha. O que se vê, todavia, é que poucos políticos fazem o controle completo dessas três etapas. A maioria até se preocupa com o antes e com o durante, mas simplesmente abandona o depois. No entanto, o pós-campanha tem praticamente o mesmo custo operacional de uma campanha em andamento, talvez seja exatamente por isso que quase ninguém encare essa fase com seriedade.

Sendo assim, perde-se o essencial. As pessoas querem atenção, querem um abraço, querem se sentir prestigiadas após a vitória que ajudaram a construir. Querem apertar a mão do candidato que ajudaram a eleger e ouvir um agradecimento sincero. Isso não é detalhe, é fundamento.

É lógico que haverá cobranças, isso faz parte do jogo. Um político minimamente inteligente sabe lidar com isso. O que ele não pode fazer, em vez de enfrentar, é desaparecer. Voltar, agradecer, reconhecer o apoio daquela liderança e daquele eleitor não é favor, é obrigação.

Isso é cláusula pétrea da política. Quem ignora esse princípio, mais cedo ou mais tarde, vai dar com os burros n’água, como diz o adágio popular.

Tenho uma solução prática para esse problema, baseada em método, organização e continuidade, pensada justamente para quem entende que campanha não termina na eleição. Caso haja interesse em conhecer esse trabalho, é só entrar em contato pelo telefone (69) 9-9279-7484.

Por Rosinaldo Pires – Jornalista, Contabilista e Graduando em Direito.

Participe da nossa comunidade!
Clique aqui para entrar no grupo do WhatsApp

Back To Top