O Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, em Goiânia, informou em nota que as mensagens atribuídas à médica Marcella Segato de Sousa Melo, com orientação para não conceder alta a pacientes simpatizantes do PT, foram enviadas em um grupo interno e privado de profissionais médicos. A unidade afirmou que as declarações são de caráter pessoal e não refletem o posicionamento da administração do hospital.
Prints obtidos pela TV Anhanguera mostram a médica, chefe do setor de ginecologia e obstetrícia, orientando colegas a não liberarem pacientes no sábado e no domingo, dias das eleições. A justificativa apresentada nas mensagens era de que a maioria dos internados seria simpatizante do Partido dos Trabalhadores. Após a repercussão, Marcella foi afastada da escala de trabalho.
O Ministério Público Federal apresentou denúncia contra a médica. O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás informou que as denúncias sobre conduta ética de médicos são apuradas em sigilo e que solicitou esclarecimentos ao médico responsável técnico da instituição. A reportagem tentou contato com Marcella Segato, mas não obteve resposta, e a defesa dela não foi localizada.
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