DEBATE
Por alguns dias, a coluna Espaço Aberto insistiu em um ponto que parecia óbvio para qualquer cidadão que vive em Rondônia, mas ignorado por quem deveria defender o estado em Brasília.
DEBATE 2
A cobrança de pedágio na BR-364 nasceu abusiva, apressada e imposta goela abaixo da sociedade, sem diálogo, sem debate e sem o mínimo de sensibilidade com a realidade local.
AVISO
Pois bem. Parece que, desta vez, a Justiça leu a coluna. A decisão anunciada nesta quinta-feira, suspendendo imediatamente a cobrança do pedágio, não é apenas um ato jurídico.
AÇÃO
É um recado claro. Um freio necessário. E, sobretudo, uma confirmação de tudo aquilo que vinha sendo alertado.
SEM COMPROVAÇÃO
Não se pode cobrar caro por uma rodovia que sequer teve as obras mínimas comprovadas.
AFIRMAÇÃO
A Justiça foi direta ao afirmar que a concessionária não demonstrou adequadamente a execução das melhorias exigidas em contrato — condição básica para começar a cobrança.
AGÊNCIA INOPERANTE
Mais grave ainda foi o reconhecimento de que a fiscalização da ANTT foi falha, superficial e limitada a pequenos trechos, quando o contrato exigia análise técnica em toda a extensão da rodovia.
FATO
Em outras palavras: cobraram primeiro, explicaram depois. Ou tentaram explicar.
IMPOSIÇÃO
Durante semanas, Rondônia assistiu a uma imposição travestida de modernidade. Pedágio Free Flow implantado antes da hora, valores elevados, ausência de obras visíveis e nenhuma discussão real com quem depende diariamente da BR-364 para trabalhar, produzir e sobreviver.
CADÊ OS REPRESENTANTES DO POVO?
Enquanto produtores, caminhoneiros, empresários e a população reclamavam, onde estava a bancada federal?
QUESTIONAMENTO
A coluna também fez essa pergunta — repetidas vezes. Não houve uma única manifestação, sequer, e olha que todos eles são leitores do Espaço Aberto.
OBSERVAÇÃO**
Não se trata de arrogância ou soberba, mas tenho informação confiável de que quando um político não lê o Espaço Aberto, um assessor fica de plantão para saber do que está sendo tratado.
BANCADA FEDERAL
Senadores e deputados federais de Rondônia parecem viver em um estado paralelo, distante da realidade da população que os elegeu.
QUIETINHOS
Silêncio constrangedor. Falta de articulação. Nenhuma reação proporcional ao tamanho do impacto econômico que o pedágio causaria.
MOVIMENTO
Foi preciso que partidos, entidades e associações entrassem na Justiça para que alguém, enfim, dissesse o óbvio: contrato existe, sim — mas contrato também tem regras, prazos e obrigações.
NÃO IRIAM REAGIR
A decisão judicial escancara algo ainda mais preocupante: se não fosse a intervenção do Judiciário, a cobrança seguiria normalmente.
IRREGULAR
Mesmo sem comprovação das obras, mesmo com fiscalização precária e mesmo com uma população inteira se sentindo enganada.
COBAIA
O episódio deixa uma lição dura, porém necessária. Rondônia não pode continuar sendo tratada como território de testes, onde decisões são tomadas de cima para baixo, sem ouvir quem vive aqui.
VOZ
A Justiça falou. Agora, resta saber se a bancada federal vai continuar calada — ou se finalmente vai acordar para o estado que jurou representar.
JUSTIÇA
Porque quando o Judiciário precisa fazer o papel da política, algo está muito errado. E desta vez, ficou impossível fingir que não viu.
NOVIDADE
Após dez anos, os uniformes dos alunos da rede municipal estão de cara nova. Sai de cena o amarelo, e entra o verde, em modelo totalmente repaginado.
UNIFORME
O kit de uniforme escolar será entregue a todos os alunos, do infantil ao EJA, e será composto por camisa, short ou short-saia e um tênis com velcro ou cadarço.
UNIFORME 2
A numeração dos calçados vai até o 40, além disso, alunos do EJA também terão a opção de receber calça.
COMODIDADE
O prefeito Léo Moraes disse que as novas cores atendem um pedido dos pais, que teriam reclamado que o modelo antigo manchava com muita facilidade.
FRASE
A pressão legítima da sociedade não afronta a Justiça; ao contrário, a empurra para cumprir seu papel.



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