A endometriose afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida. Entre as que enfrentam dificuldade para engravidar, esse índice pode chegar a 50%. A doença ocorre quando um tecido semelhante ao revestimento interno do útero cresce em outras regiões do corpo, provocando inflamação crônica.
O cirurgião oncológico Tiago Castilho, especialista em cirurgia ginecológica e em endometriose profunda, explica que mulheres sem nenhum problema de saúde documentado têm, em média, 20% de chance de engravidar por ciclo. Com a endometriose como fator complicador, essa taxa cai para entre 2% e 10%. A doença pode bloquear as trompas, reduzir a qualidade dos óvulos, criar um ambiente hostil na pelve e desregular a produção hormonal.
A cirurgia é uma das opções para casos em que a doença compromete a anatomia da pelve. Uma revisão reunindo resultados de oito estudos, publicada pela Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, registrou taxa de gravidez de 43,8% após remoção cirúrgica de cistos nos ovários causados pela doença. A decisão de operar depende de fatores como idade, reserva ovariana e tempo de tentativa, e deve ser avaliada individualmente. Ter endometriose não significa, necessariamente, ser infértil.
Participe da nossa comunidade!
Clique aqui para entrar no grupo do WhatsApp

















