Autoridades norte-americanas realizaram na madrugada desta segunda-feira (12) uma operação na residência da deputada federal democrata Ilhan Omar, do estado de Minnesota, na região de Washington. Segundo uma fonte ligada ao caso, a ação está relacionada a uma suposta fraude imigratória, que envolveria documentos de imigração preenchidos pelo pai da parlamentar, já falecido, quando ela ainda era criança.
Omar, de 44 anos, nascida na Somália e crítica frequente do presidente Donald Trump, afirmou em publicação nas redes sociais que o governo dos Estados Unidos está sendo usado para atingir uma adversária política do presidente. Tom Homan, responsável pela política de fronteiras do governo Trump, confirmou que o Departamento de Justiça conduz a investigação em conjunto com o Departamento de Segurança Interna, mas se recusou a detalhar o caso.
A operação ocorreu pouco mais de três semanas antes das eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro, nas quais Omar disputa um quinto mandato. Líderes democratas, entre eles o deputado Hakeem Jeffries, condenaram a ação e afirmaram que ela representa uso do governo federal contra adversários de Trump. O governador de Minnesota, Tim Walz, também criticou a operação pelas redes sociais.
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