O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou que Nidal Hasan, ex-major do Exército americano, será executado por fuzilamento no dia 3 de dezembro, na base militar de Fort Hood, no Texas. A execução foi aprovada pelo presidente Donald Trump após recomendação do secretário de Defesa Pete Hegseth, e será a primeira execução militar desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
Em 5 de novembro de 2009, Hasan abriu fogo contra soldados desarmados em um prédio médico da base, onde militares aguardavam exames e vacinas. Treze pessoas morreram e outras 32 ficaram feridas. O ataque foi o mais letal sofrido por uma base militar americana fora de combate. Em julgamento realizado em 2013, o próprio réu admitiu ser o atirador e declarou que acreditava estar protegendo muçulmanos e o Talebã no Afeganistão.
Hasan é um dos quatro detentos atualmente no corredor da morte das Forças Armadas dos EUA. A legislação militar exige que uma execução dessa natureza seja autorizada pelo presidente, além de passar por revisão em segunda instância e decisão sobre sua legalidade. Trump, que defende a pena capital, assinou em janeiro de 2025 uma ordem executiva para retomar execuções federais após a suspensão adotada durante o governo de Joe Biden.
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