Christa Pike, condenada por assassinato há três décadas, sobreviveu a duas doses do medicamento pentobarbital aplicadas durante sua execução no Estado do Tennessee, nos Estados Unidos, na quarta-feira (30). Ela seria a primeira mulher executada no Estado em 200 anos. Após as injeções não surtirem o efeito esperado, Pike foi transferida em estado de emergência para um hospital, onde permanece em estado crítico, segundo seus advogados.
A equipe jurídica de Pike afirma que o pentobarbital utilizado estava degradado e que o medicamento não atingiu nível suficiente no sangue para interromper os batimentos cardíacos da condenada. Testemunhas relataram que ela permaneceu respirando e até roncando após as duas aplicações. O professor Joel Zivot, da Universidade Emory, contratado como especialista médico pela defesa, alertou que o atraso no início da ressuscitação pode ter causado lesão cerebral.
O governador do Tennessee, Bill Lee, ordenou uma investigação independente e suspendeu a próxima execução prevista no Estado. O Departamento Penal do Tennessee defendeu o protocolo seguido, mas não esclareceu por que as doses não foram fatais. O chefe do Alto-Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, classificou o ocorrido como abominável e cruel, e pediu a abolição da pena de morte nos EUA.
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