Cinco etíopes foram executados em 23 de junho de 2025 no centro de detenção de Khamis Mushait, na província de Asir, no sul da Arábia Saudita, condenados por contrabando de maconha. Entre eles estavam Kibrom Kinfe Aregawi, de 25 anos, e Tsigabu Gebremariam, de 26 anos. Os corpos não foram devolvidos às famílias, e os parentes afirmam que não receberam aviso prévio sobre as execuções, certidões de óbito nem os pertences dos condenados.
Kinfe Aregawi, pai de Kibrom, disse que soube da morte do filho pelas redes sociais. Sem poder realizar um enterro cristão ortodoxo tradicional, a família conduziu apenas cerimônias simbólicas. A mãe de Tsigabu, Letechristos Gebretsadik, cumpriu os 40 dias de luto sem ter o corpo do filho. Segundo a Organização Saudita Europeia para os Direitos Humanos, a recusa em devolver os restos mortais estende a punição às famílias dos executados. A relatora especial da ONU sobre liberdade de religião classificou essa prática como tortura e abuso.
A Arábia Saudita é um dos países que mais aplicam a pena de morte no mundo, atrás apenas de China e Irã. A Human Rights Watch registrou 116 execuções no país até 27 de julho de 2025, e a ESOHR estima que o total de execuções neste ano chegue a 356, o maior número anual já registrado. Desde que o rei Salman assumiu o poder, em 2015, o número total de execuções ultrapassou 2 mil, sendo 42% de estrangeiros. Um relatório da Anistia Internacional indica que 75% das pessoas executadas por crimes relacionados a drogas eram estrangeiras.
Participe da nossa comunidade!
Clique aqui para entrar no grupo do WhatsApp

















