O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou na noite deste domingo, 25 de outubro, que não reconhece o resultado do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, vencido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e que pretende ir à Justiça para pedir a anulação da votação. Em uma fala breve à imprensa, em Brasília, ele disse que considera impossível aceitar o resultado nas condições em que a eleição foi realizada e que a equipe jurídica de sua campanha vai analisar as medidas cabíveis.
A principal queixa do candidato foi a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação nas seções eleitorais que ainda estavam abertas. Para Flávio, a mudança alterou as regras do jogo quando os brasileiros já estavam votando e deixou eleitores de cidades e estados diferentes em situação desigual. Ele criticou ainda o fato de a decisão ter partido de Zanin, que já atuou como advogado de Lula.
A prorrogação permitiu que a votação seguisse até as 19h em determinadas seções, depois de relatos de dificuldade no transporte de eleitores e de problemas de deslocamento causados pelas chuvas em várias regiões do país. A Justiça não autorizou a reabertura de urnas que já tinham sido fechadas, e a extensão ficou restrita às seções em que a votação ainda não havia terminado. O próprio PL, no entanto, também havia pedido a prorrogação por causa dos problemas registrados ao longo do domingo.
Flávio disse ainda que fiscais do partido foram retirados da sala-cofre durante a contagem dos votos e que o caso precisa ser esclarecido antes de ele reconhecer o resultado anunciado pela Justiça Eleitoral. A contestação anunciada depende de um pedido formal e da análise da Justiça Eleitoral, e a declaração dele não significa que a votação tenha sido anulada.
O pronunciamento veio depois da confirmação da vitória de Lula, que superou a vantagem de Flávio no primeiro turno e conquistou o quarto mandato presidencial. Na atualização mais recente, o petista tinha 64.255.891 votos, ou 51,79% dos válidos, contra 59.825.984 do senador, que ficou com 48,21%, uma diferença de 4.429.907 votos. Depois do resultado, Flávio permaneceu reunido com integrantes da campanha e representantes do PL em Brasília. Caberá à equipe jurídica do partido decidir como apresentar a contestação à Justiça Eleitoral e quais argumentos usar no pedido de anulação.
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