Minas Gerais se tornou terreno prioritário para as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na reta final do segundo turno. O estado é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil e, desde 1989, sempre elegeu o mesmo candidato que venceu no plano nacional, característica que o torna ponto obrigatório das disputas presidenciais.
No primeiro turno, Flávio obteve 48,24% dos votos em Minas Gerais, contra 43,33% de Lula. O candidato do PL venceu em nove das dez maiores cidades mineiras, enquanto o petista foi mais votado em 452 dos 853 municípios do estado. Lula visitou Juiz de Fora e Ipatinga na sexta-feira (16), e Flávio esteve em Capelinha na quinta (15), ambos acompanhados de aliados eleitos.
Entre os apoios mais citados pelos analistas estão o do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), o mais votado do Brasil, e do governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos), no campo de Flávio, e da senadora eleita Marília Campos (PT) e do deputado André Janones (Rede), no campo de Lula. Para o diretor da Quaest Felipe Nunes, não existe transferência automática de votos, mas a presença desses aliados dá capilaridade às campanhas e ajuda a mobilizar apoiadores em diferentes regiões do estado.
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