A França se prepara para um novo dia de manifestações neste sábado (24), com o governo mobilizando 70 mil policiais e agentes especiais em todo o país. O contingente é cerca de 15% maior do que o utilizado na semana anterior, quando 60 mil integrantes das forças de segurança foram destacados. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, informou que as autoridades identificaram nas redes sociais convocações para atos violentos e saques.
Os protestos ocorrem após mais de um mês de manifestações contra o alto custo de vida. Na semana passada, os atos reuniram mais de 500 mil pessoas, segundo estimativas da imprensa local, e foram marcados por violência e repressão policial, com cerca de 1.800 pessoas presas. O presidente Emmanuel Macron recomendou, após reunião do Conselho de Segurança francês, que a população evitasse participar de manifestações não organizadas por sindicatos, declaração que gerou reação de partidos de esquerda.
As regras para os atos variam de cidade para cidade. Em Paris, um percurso organizado por sindicatos entre as praças da Bastilha e da Nação foi autorizado, enquanto outras marchas foram proibidas. Lyon vedou protestos em áreas centrais após mais de 150 lojas serem depredadas. Em Orléans, entre 20 mil e 30 mil pessoas devem se concentrar em atos contrários ao congresso do partido de extrema direita Reagrupamento Nacional, que ocorre na cidade no fim de semana. As medidas de segurança também afetaram a programação cultural, com museus como o Louvre e o Museu d'Orsay fechando as portas, e partidas de futebol sendo remarcadas.
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