Um juiz negou nesta quinta-feira (1) o pedido de absolvição de Lindsay Clancy, de 36 anos, acusada de matar os três filhos em 2023, nos Estados Unidos. A decisão abre caminho para que a americana enfrente um novo julgamento, após o primeiro ser anulado em 4 de setembro porque os jurados não chegaram a um veredito unânime.
O juiz William Sullivan, do Tribunal de Plymouth, em Massachusetts, entendeu que há provas suficientes para que um júri possa condenar a acusada. A conclusão vai contra o argumento do advogado de defesa, Kevin Reddington, que questionou a força das evidências da promotoria e a credibilidade das declarações que Lindsay prestou à polícia. A promotora Jennifer Sprague classificou como ridículo o argumento de que as provas seriam insuficientes.
Lindsay é acusada de estrangular os filhos Cora, de 5 anos, Dawson, de 3, e Callan, de 8 meses, na casa da família em Massachusetts. Durante o primeiro julgamento, ela não negou ter matado as crianças, mas alegou sofrer de psicose pós-parto e afirmou ter ouvido uma voz ordenando que matasse os filhos. Os promotores sustentam que os assassinatos foram planejados e que ela tinha capacidade de compreender as consequências de seus atos. Lindsay está internada em uma instituição psiquiátrica e se declarou inocente.
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