A 1ª Vara de Delitos de Tóxicos de Porto Velho condenou 15 dos 18 réus denunciados na Operação “Súcia”, em sentença proferida no dia 16 de setembro de 2026. A decisão veio depois que o MPRO, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), conseguiu derrubar em segunda instância o julgamento anterior, que havia absolvido todos os acusados.
A pena mais alta ficou em 12 anos, 6 meses e 8 dias de reclusão em regime inicial fechado, somada a 1.146 dias-multa, o que corresponde a R$ 42.020,00. Logo abaixo aparece uma condenação de 9 anos, 11 meses e 14 dias, também em regime fechado, com 971 dias-multa no valor de R$ 35.603,33. Entre os 15 condenados, dez vão começar a cumprir a pena no regime fechado e cinco no semiaberto.
Segundo a sentença, todos os 15 réus faziam parte de uma organização criminosa armada. Seis deles receberam condenação também por associação para o tráfico, enquanto um foi condenado ainda por tráfico de drogas.
O caso já tinha passado por um primeiro julgamento em março de 2024. Naquela ocasião, o juízo reconheceu uma nulidade, anulou as provas digitais e as que derivavam delas e absolveu os 18 acusados. O Gaeco recorreu, e em setembro de 2025 a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) aceitou por unanimidade a apelação do MPRO, determinando que os réus fossem julgados de novo.
A sentença também definiu o destino do material apreendido. A droga deverá ser destruída, e uma arma de fogo será enviada ao Exército Brasileiro para o mesmo fim. Já as munições e os acessórios seguem para o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar, que ficará responsável pela guarda ou destruição, ao passo que os demais objetos serão devolvidos aos interessados ou destruídos, de acordo com as condições fixadas pelo juiz.
A ação penal nasceu de uma investigação da Polícia Civil de Rondônia (PCRO), conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco). Tudo começou em dezembro de 2020, quando um celular foi apreendido durante uma inspeção na Penitenciária Edvan Mariano Rosendo, em Porto Velho.
Com autorização da Justiça, o setor técnico da PCRO extraiu o conteúdo do aparelho, e outros dispositivos recolhidos passaram por perícia da Superintendência de Polícia Técnico-Científica (Politec). Esse trabalho deu base para que a Polícia Civil deflagrasse a Operação “Súcia” em julho de 2021.
A partir das provas reunidas, o Gaeco ofereceu denúncia contra 18 pessoas. De acordo com a acusação, o grupo tinha estrutura hierárquica e divisão de funções, com integrantes encarregados da administração da organização, da arrecadação de recursos, do tráfico de drogas e de outras atividades ilícitas.
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