Sete pessoas foram condenadas pela participação numa organização criminosa que espalhou terror em várias cidades de Rondônia. A decisão saiu da 4ª Vara Criminal de Porto Velho e é resultado direto do trabalho do Ministério Público de Rondônia, por meio do Gaeco, ao lado da Força-Tarefa de Combate ao Crime Organizado, a Fticco.
Tudo começou com uma onda de ataques registrada em janeiro de 2025. Foram incêndios contra ônibus, destruição de bens públicos e ameaças diretas a quem trabalha pela segurança do Estado. Muita gente lembra da tensão daqueles dias, quando o transporte parou em algumas regiões por medo de novos ataques.
A investigação levou tempo. Provas telemáticas, extração de dados autorizada pela Justiça, depoimentos de testemunhas. Tudo isso ajudou a montar o quebra-cabeça que mostrou como o grupo se organizava. Os investigados usavam um aplicativo de mensagens para trocar ordens e alinhar as próximas ações, um método que virou peça central da acusação.
O juízo reconheceu a participação dos sete réus no crime de integração em organização criminosa, com as causas de aumento da Lei 12.850. As penas foram de 5 anos e 4 meses até 8 anos, 3 meses e 16 dias de reclusão, cada uma calculada conforme o envolvimento de cada um. Alguns cumprirão em regime semiaberto, outros em regime fechado, e quem já estava preso continua assim, sem direito a recorrer em liberdade.
Para chegar à decisão, foi preciso somar o apoio da Secretaria de Segurança, Defesa e Cidadania e a atuação de tropas como Bope, Bptar e Bpchoque, além de batalhões de fronteira. Essa junção de forças foi o que permitiu reunir provas suficientes para sustentar a condenação diante da Justiça.
O processo também deixou claro algo que investigadores já suspeitavam há tempos, o grupo não agia de forma isolada. Havia hierarquia, comunicação e um plano por trás dos ataques que atingiram o patrimônio público em diferentes municípios do Estado.
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