Opinião: ECO PVH tropeça na comunicação enquanto Porto Velho reclama do lixo nas ruas

Crise na coleta vira assunto diário e empresa segue sem voz firme para explicar o que está fazendo
Opinião: ECO PVH tropeça na comunicação enquanto Porto Velho reclama do lixo nas ruas
Reprodução Internet

Nos últimos dias, o lixo espalhado pela cidade tomou conta das conversas em Porto Velho. Seja no ponto de ônibus, na porta do comércio ou nas redes sociais, o tema volta sempre à tona como um incômodo que não se esgota. Quando a poeira parece baixar, surge uma nova enxurrada de críticas na Câmara Municipal, com vereadores pressionando a prefeitura e apontando falhas diretas na atuação da ECO PVH. E o fato é que a empresa não está conseguindo dar conta do serviço como deveria, deixando a população à mercê de um problema que salta aos olhos.

Mas o que chama atenção, além da deficiência operacional, é o silêncio. A ECO PVH não consegue se posicionar com firmeza, tampouco mostra maturidade para enfrentar uma crise que cresce dia após dia. A assessoria de comunicação, que deveria ser o escudo e a ponte com a população, parece inexistente. Limita-se a textos soltos, sem impacto real, incapazes de mostrar o que está sendo feito ou de convencer alguém de que há um plano concreto para normalizar a coleta. Enquanto isso, o desgaste se acumula, e a empresa leva bordoada em cima de bordoada, sem apresentar uma reação clara.

 

Numa situação como essa, não basta esperar a chuva passar. O gerente, diretor ou proprietário do consórcio precisa assumir o protagonismo, falar abertamente, ocupar espaço nos meios de comunicação, conceder entrevistas, solicitar direito de resposta quando necessário e mostrar, com números, rotas e equipes, por onde passa a solução. Transparência não é favor, é a única estratégia capaz de reconstruir um fio de confiança com uma cidade que já perdeu a paciência.

 

Em Porto Velho, vale a velha máxima da conversa de esquina, quem cala, consente. Se a ECO PVH continuar muda, a narrativa continuará sendo construída por quem aponta o dedo, não por quem deveria apresentar as respostas. E, enquanto isso, o lixo segue na rua, lembrando todo dia que comunicação também é serviço essencial.

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