Embate com o STF reforça postura firme de Hiran Galo e consolida sua liderança no CFM

Reação à sindicância sobre Bolsonaro amplia visibilidade nacional do presidente do Conselho
Embate com o STF reforça postura firme de Hiran Galo e consolida sua liderança no CFM
Reprodução Internet

O embate institucional envolvendo o atendimento médico ao ex-presidente Jair Bolsonaro acabou produzindo um efeito inesperado dentro do Conselho Federal de Medicina. Em vez de desgaste, o episódio projetou nacionalmente o nome de Hiran Galo e fortaleceu sua posição no comando da entidade. Médico respeitado e primeiro rondoniense a presidir o CFM, Galo atravessa um momento de exposição que, nos bastidores, é visto mais como consolidação de liderança do que como crise.

A abertura de uma sindicância relacionada ao atendimento prestado a Jair Bolsonaro, posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal, colocou o Conselho no centro de um debate sensível. A discussão envolveu autonomia médica, limites institucionais e o papel das entidades de classe diante de pressões externas. Para conselheiros próximos à presidência, a postura adotada mostrou disposição de enfrentar temas delicados sem recuos automáticos.

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, que anulou a sindicância e convocou Hiran Galo para prestar esclarecimentos à Polícia Federal, elevou o confronto a outro nível. Ainda assim, a avaliação interna é de que o presidente do CFM atuou dentro de suas atribuições formais, ao dar encaminhamento a denúncias protocoladas nos canais oficiais da entidade.

O desdobramento acabou produzindo um efeito contrário ao esperado por críticos. Em vez de isolamento, Galo passou a receber manifestações de apoio de conselheiros e de entidades médicas de diferentes estados. Muitos interpretaram a reação do STF como uma tentativa de enquadramento político do Conselho, o que reforçou o sentimento de coesão interna.

As reportagens que abordaram o pagamento de verbas indenizatórias também não abalaram o comando da entidade. Internamente, os valores são tratados como prática administrativa prevista em normas internas e adotada por gestões anteriores, sem apontamentos de irregularidade por órgãos de controle ou instâncias fiscalizadoras.

Nos corredores da entidade, a leitura é direta. O confronto extrapola uma gestão específica e toca na autonomia de uma das principais instituições da medicina brasileira. Nesse contexto, o episódio não enfraqueceu o presidente. Ao contrário, consolidou seu nome como liderança nacional e ampliou seu capital político dentro e fora do CFM.

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