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Primeira gravação (com letra) da toada 'Tristezas do Jeca', obra-prima da sofrência sertaneja, completa 100 anos

'Tristezas do Jeca' completa 100 anos! Relembre a trajetória da sofrência sertaneja que conquistou o Brasil e prepare o lencinho!
Primeira gravação (com letra) da toada 'Tristezas do Jeca', obra-prima da sofrência sertaneja, completa 100 anos
Reprodução Internet

Preparem os lencinhos, amantes da música sertaneja! Uma das canções mais emblemáticas e sofridas do nosso cancioneiro está prestes a completar um século de história: ‘Tristezas do Jeca’. E para celebrar essa data marcante, vamos relembrar a trajetória dessa obra-prima da dor de cotovelo, desde a sua criação até se consagrar como um hino da música raiz.

Tudo começou em 1926, quando o cantor e violonista carioca Patrício Teixeira teve a audácia de entrar nos estúdios da Odeon, no Rio de Janeiro, para dar voz aos versos melancólicos da toada composta por Angelino de Oliveira. A música, que já havia circulado timidamente em versões instrumentais, ganhou vida nova na voz de Teixeira, marcando a primeira gravação com letra de ‘Tristezas do Jeca’.

Mas a verdade é que a interpretação de Teixeira não capturou totalmente a essência da sofrência que permeava a canção. A melancolia, aquela dor que rasga a alma, ainda não havia encontrado a voz perfeita para se expressar. Foi só em 1937, com a gravação de Paraguassu e seu Grupo Verde e Amarelo, que ‘Tristezas do Jeca’ começou a ganhar o coração do povo.

No entanto, o grande boom veio mesmo em 1947, com a interpretação inesquecível de Tonico & Tinoco, acompanhados pelo talento de Mário Zan e Piraci. A partir daí, ‘Tristezas do Jeca’ se tornou um clássico absoluto, presença obrigatória em qualquer roda de viola e antologia da música sertaneja. A canção ecoou pelos rincões do Brasil, embalando paixões perdidas e corações partidos.

Ao longo dos anos, ‘Tristezas do Jeca’ ganhou diversas versões, interpretadas por grandes nomes da nossa música, como Inezita Barroso, Sérgio Reis, Luiz Gonzaga, Ney Matogrosso, Almir Sater, Pena Branca & Xavantinho, Zezé Di Camargo & Luciano, Chitãozinho & Xororó e até mesmo a musa Maria Bethânia, que dividiu os vocais com Caetano Veloso e Zezé Di Camargo em uma versão memorável para o filme ‘2 Filhos de Francisco’.

Curiosamente, com o passar do tempo, a canção perdeu o ‘s’ do título, sendo frequentemente chamada de ‘Tristeza do Jeca’. Mas a essência, a dor, a melancolia, permaneceram intactas, atravessando gerações e emocionando a todos que se identificam com a sofrência do Jeca.

E você, qual a sua versão favorita de ‘Tristezas do Jeca’? Compartilhe conosco nos comentários e vamos celebrar juntos os 100 anos dessa joia da música sertaneja! Prepare-se para se emocionar, relembrar momentos e cantar a plenos pulmões essa ode à tristeza que conquistou o Brasil.

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