A Polícia Civil de Rondônia, através da 1ª Delegacia de Polícia de Seringueiras, colocou em prática nesta sexta-feira, dia 29, a Operação Fuligem, que nasceu das investigações sobre um homicídio registrado em janeiro de 2026 na cidade. Depois de meses reunindo informações, os investigadores chegaram até um grupo apontado como responsável por planejar, vigiar e executar o crime, que teria sido motivado por um possível acerto de contas ligado a outros casos criminais já conhecidos pelas autoridades.
No decorrer da operação foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária. Duas pessoas acabaram presas e outras três continuam foragidas, sendo procuradas pelas equipes que seguem em campo. Enquanto vasculhavam os endereços indicados nas investigações, os policiais encontraram e recolheram uma pistola calibre 9mm junto com munições do mesmo tipo, que agora passam por perícia.
O trabalho não para por aí, porque os materiais apreendidos ainda serão analisados e novas diligências estão previstas para encontrar quem fugiu. O objetivo é esclarecer tudo o que aconteceu e levar à Justiça cada um dos envolvidos no caso. A operação reuniu equipes de várias regiões, com apoio da 1ª Delegacia de Polícia de Cacoal, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Ji-Paraná, da 1ª Delegacia de Polícia de Urupá, da 1ª Delegacia de Polícia de São Miguel do Guaporé e da 1ª Delegacia de Polícia de Costa Marques.
O nome escolhido para a ação tem um motivo bem direto, já que fuligem é o resíduo que sobra depois de uma queima. A referência aponta para a ideia de apagar rastros e silenciar pessoas que poderiam contar o que sabiam sobre crimes anteriores, algo conhecido popularmente como queima de arquivo. Segundo a Polícia Civil do Estado de Rondônia, a operação faz parte do planejamento da instituição voltado ao combate firme de crimes violentos e à manutenção da ordem pública.
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