O início de 2026 trouxe novo aumento na chegada de imigrantes venezuelanos a Boa Vista, capital de Roraima. Organizações humanitárias relataram, em comunicados públicos e postagens nas redes sociais, uma procura maior por abrigo e atendimento básico nos últimos dias. O crescimento está ligado ao encerramento de auxílios temporários que garantiam suporte emergencial até o fim de 2025.
Boa Vista segue como principal ponto de acolhimento para quem entra no Brasil pela fronteira de Pacaraima. Com o término dos benefícios, muitos imigrantes passaram a buscar alternativas para alimentação, moradia provisória e regularização documental. A movimentação ficou mais visível nas áreas próximas aos abrigos e nos pontos de atendimento social mantidos pelo poder público e por entidades parceiras.
A situação está sendo acompanhada pela Operação Acolhida, estrutura criada pelo governo federal para organizar a recepção e o atendimento de cidadãos venezuelanos em situação de vulnerabilidade. A operação atua com identificação, triagem, encaminhamento para abrigos, assistência em saúde e ações de interiorização para outros estados do país.
Dados oficiais indicam que mais de 150 mil venezuelanos já foram interiorizados desde o início da operação, medida que busca reduzir a pressão sobre os serviços de Roraima. Mesmo assim, o fluxo continua constante, especialmente em períodos de maior dificuldade econômica para quem já vive no estado.
As equipes seguem em atividade tanto em Boa Vista quanto na fronteira, mantendo o registro dos recém-chegados e o encaminhamento conforme a capacidade de atendimento disponível. O monitoramento permanece ativo neste começo de ano, enquanto novas medidas de apoio seguem em avaliação pelos órgãos responsáveis.
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