O Acre encerrou 2025 com taxa de desocupação de 6,6%, percentual acima da média brasileira de 5,6%, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral. O indicador considera pessoas com 14 anos ou mais que estavam sem trabalho, mas que procuraram ocupação no período de referência.
No ranking nacional, o estado aparece em posição intermediária, distante das unidades da federação com os menores índices. Mato Grosso registrou a menor taxa do país, com 2,2%, seguido por Santa Catarina, com 2,3%, e Mato Grosso do Sul, com 3,0%. Esses números indicam mercados de trabalho mais aquecidos e maior absorção da força de trabalho ao longo do ano.
Na região Norte, o Acre teve desempenho melhor que Amazonas, que fechou 2025 com 8,4%, e Amapá, com 7,9%, mas ficou acima de Rondônia, que apresentou 3,3%, um dos menores percentuais do país. A diferença entre estados vizinhos mostra dinâmicas distintas de geração de emprego, influenciadas por setores como comércio, serviços, indústria e administração pública.
O levantamento aponta que 20 estados registraram, em 2025, a menor taxa de desocupação de toda a série histórica iniciada em 2012, o que contribuiu para a redução do índice nacional. No conjunto do país, o rendimento médio real habitual do trabalhador chegou a R$ 3.560, refletindo aumento da massa de rendimentos e maior circulação de recursos na economia.
A Pnad Contínua também detalha desigualdades no mercado de trabalho. A taxa de desocupação entre mulheres foi de 6,2%, superior à observada entre homens, que ficou em 4,2%. No recorte por cor ou raça, o desemprego atingiu 4,0% entre pessoas brancas, enquanto ficou em 6,1% entre pretos e 5,9% entre pardos, evidenciando diferenças persistentes de acesso a oportunidades. O nível de escolaridade também influencia o indicador, já que trabalhadores com menos anos de estudo apresentam maior dificuldade de inserção.
Outro dado relevante é a taxa de informalidade, que segue elevada em várias regiões do país e impacta a qualidade das ocupações disponíveis. Embora a pesquisa não detalhe neste recorte específico os percentuais do Acre, o Norte historicamente registra proporção significativa de trabalhadores sem carteira assinada ou atuando por conta própria, o que afeta estabilidade e renda.
Os números consolidados de 2025 mostram um mercado de trabalho nacional em recuperação, mas com contrastes regionais e sociais que mantêm o Acre acima da média brasileira no indicador de desocupação.
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