Maioria dos industriais reprova infraestrutura no Norte do Brasil

Pesquisa mostra que transporte, energia e saneamento seguem como entraves ao desenvolvimento da região
Maioria dos industriais reprova infraestrutura no Norte do Brasil
Reprodução Internet

A infraestrutura da Região Norte continua longe do ideal e afeta diretamente a vida econômica e social dos estados amazônicos. Levantamento recente aponta que 74% dos industriais avaliam como regular, ruim ou péssima a estrutura disponível para produção, transporte e serviços básicos. O índice supera com folga a média nacional e reforça um problema histórico da região.

As maiores dificuldades aparecem na logística. Rodovias com trechos degradados, baixa presença de ferrovias e hidrovias sem estrutura adequada encarecem o escoamento da produção. Além disso, a distância dos grandes centros consumidores amplia os custos e reduz a competitividade das indústrias instaladas no Norte.

O cenário também se repete nos serviços essenciais. O acesso à água tratada ainda não alcança toda a população e a coleta de esgoto segue em patamares baixos, principalmente em áreas periféricas e comunidades mais afastadas. Essa realidade afeta diretamente a saúde pública e limita o crescimento urbano de forma organizada.

Outro ponto sensível é o setor energético. Apesar do potencial regional, a distribuição ainda enfrenta falhas, o que impacta o funcionamento das empresas e desestimula novos investimentos. Para os industriais, a falta de integração entre os modais de transporte e a rede energética dificulta qualquer planejamento de longo prazo.

Entre as obras consideradas estratégicas estão melhorias em rodovias federais que ligam o Norte ao restante do país, a ampliação da navegabilidade de rios usados como corredores logísticos e investimentos em saneamento básico. Essas ações aparecem como fundamentais para reduzir desigualdades regionais e ampliar oportunidades.

Mesmo diante dos desafios, o setor industrial destaca que investir em infraestrutura é o caminho mais direto para gerar empregos, fortalecer a economia local e integrar o Norte aos mercados nacionais e internacionais. A avaliação é de que, sem avanços concretos, a região seguirá pagando um preço alto pelo isolamento estrutural.

Fonte: Portal da Indústria

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