Nascido em Calama, na baixo Madeira, no dia 24 de junho de 1980, Wanoel Chaves Martins é filho de Manoel de Araújo Martins, carinhosamente conhecido como Manoel Calama e Maria do Socorro Chaves da Silva. Casado, pai de família, cristão, ele carrega uma história que muita gente da região conhece de perto, porque começou embaixo, do jeito que quase ninguém imagina quando vê um vereador falando em tribuna.
Com apenas dezessete anos, Wanoel já vendia passagem no Porto cai n’água. Aquele movimento de barco, gente subindo e descendo, pressa de quem precisa atravessar o rio para trabalhar ou voltar para casa. Foi ali que ele aprendeu, na prática, o que significa a vida de quem depende do Madeira para se locomover. Não foi em livro, foi na correria do dia a dia mesmo.
No ano 2000 veio outra virada. Aprovado em concurso público, assumiu a vaga de gari na Prefeitura de Porto Velho. Um trabalho duro, que exige acordar cedo e enfrentar o sol sem reclamar. Tem gente que passa por isso e esquece depois que sobe na vida. Wanoel parece ser do time que carrega essa lembrança como parte da própria identidade.
Foi crescendo aos poucos, sem pressa e sem atalho. Tornou-se empresário no ramo de transporte de cargas fluviais, ainda ligado ao Porto cai n’água, gerando emprego e movimentando a economia de uma cidade que vive muito do rio. Empresa boa não nasce sozinha, precisa de gente disposta a trabalhar, e foi assim que ele foi construindo um nome na região, sem depender só da política para isso.
A entrada nas urnas aconteceu em 2020, quando concorreu a vereador pelo Partido Verde. Saiu vitorioso com 1.806 votos, somando eleitores da capital e da baixo Madeira. Quatro anos depois, filiado agora ao PSD, voltou às urnas e repetiu a confiança da população, só que com números ainda maiores. Foram 2.925 votos em 2024, crescimento que reforça uma relação de proximidade construída desde os tempos do porto.
E é justamente no mandato que essa proximidade aparece com mais clareza. Wanoel não fica esperando o problema chegar até a Câmara. Vai atrás. No começo deste ano, esteve reunido com a Superintendência Municipal dos Distritos para tratar das treze localidades que ficam longe do centro urbano, discutindo desde estrada até água encanada, iluminação e assistência social. Ele mesmo costuma dizer que morar no distrito não pode significar viver esquecido, e que garantir cidadania para quem produz nessas áreas é tão importante quanto levar asfalto.
Também tem cobrado transparência de órgãos ligados à prefeitura. Foi até a Agência Reguladora de Porto Velho conversar sobre fiscalização de serviços essenciais, sempre repetindo que o papel do mandato é propositivo, ajudando a melhorar a gestão e ao mesmo tempo cobrando resultado. Andou também atrás da Semtran para discutir sinalização de trânsito, tanto no centro quanto nos bairros mais distantes, porque para ele segurança no trânsito começa com rua bem sinalizada.
No dia a dia dos bairros, o trabalho aparece em coisa pequena que faz diferença grande. Foi ele quem articulou junto à Emdur a instalação de iluminação no Campo do Treze, espaço de futebol usado por famílias inteiras do bairro Embratel, que antes ficava escuro à noite e virava motivo de insegurança. Também esteve numa praça do bairro Ronaldo Aragão vistoriando de perto o abandono do espaço, cobrando modernização da iluminação pública e reforçando que uma praça cuidada é lugar de convivência, de esporte, de família reunida.
Tem ainda o lado social do mandato. Foi Wanoel quem apresentou o projeto que concedeu título de utilidade pública ao Instituto Melissa, entidade que atua havia quase trinta anos na área de saúde mental em Porto Velho, atendendo mulheres em situação de violência e oferecendo suporte psiquiátrico e psicológico para quem precisa. Um gesto que mostra que o mandato dele não se resume a asfalto e poste de luz, vai também para dentro da saúde emocional da cidade.
É por isso que muita gente na baixo Madeira, na capital e nos distritos enxerga Wanoel Martins como parceiro, e não apenas como um nome na cédula. Alguém que já esteve do outro lado, que sabe o peso de trabalhar sob sol forte, que sente na própria vida as dificuldades que a população enfrenta todos os dias. Talvez esteja exatamente aí o segredo por trás de uma trajetória política que só cresce em Porto Velho.
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