Deputados estaduais de Rondônia cobraram publicamente, nesta segunda-feira, a exoneração do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Regis Braguin. A cobrança ocorreu durante sessão extraordinária na Assembleia Legislativa de Rondônia, quando parlamentares levaram ao plenário denúncias que até então circulavam apenas nos bastidores políticos.
Entre as acusações apresentadas estão um registro de agressão contra uma mulher e um suposto flagrante em fiscalização da Lei Seca, quando o comandante teria sido abordado dirigindo um veículo cautelado e abastecido com recursos públicos. As informações foram citadas pelo deputado Ismael Crispin, que afirmou ter refletido sobre o tema após declarações feitas pelo vereador Fernando Silva em audiência pública que discutia o reajuste salarial dos praças da PM.
Na ocasião, o vereador apresentou um Boletim de Ocorrência que aponta agressão atribuída ao coronel. Para Crispin, o caso exige uma posição institucional. Ele questionou o impacto das denúncias para as mulheres do estado ao saberem que a corporação está sob o comando de alguém citado em um registro dessa natureza.
O deputado também disse ter encaminhado questionamentos formais à Corregedoria da Polícia Militar. No documento, anexou o Auto de Infração nº 251040001 e cobrou esclarecimentos sobre a abordagem na blitz. Crispin perguntou se houve providências administrativas e se as informações internas sobre a fiscalização procedem.
Durante a mesma sessão, a deputada Cláudia de Jesus sugeriu a apresentação de um requerimento coletivo pedindo a exoneração imediata do comandante-geral. Ela afirmou ser incompatível que alguém citado com base na Lei Maria da Penha permaneça em um cargo que deveria servir de exemplo à sociedade.
A deputada Ieda Chaves seguiu a mesma linha e classificou como incoerente a manutenção de Braguin no comando da corporação diante das denúncias relatadas em plenário.
O debate ganhou novos contornos após a fala do deputado Eyder Brasil, que saiu em defesa do comandante. Ao comentar o caso, Eyder afirmou que a suposta agressão contra a esposa, uma delegada de Polícia, teria ocorrido “no calor da emoção”. A declaração provocou reação imediata das deputadas Cláudia de Jesus e Ieda Chaves, que repudiaram a tentativa de minimizar um episódio classificado por elas como violência doméstica.
Antes de o assunto chegar à Assembleia, o vereador Fernando Silva já vinha denunciando o que chama de perseguição a praças da PM que cobram publicamente o cumprimento de acordos salariais firmados com o governo. Policial militar, ele responde atualmente a um Inquérito Policial Militar ao lado de outros colegas. Durante a audiência pública, apresentou o Boletim de Ocorrência relacionado ao comandante-geral. No mesmo dia, segundo relatado em plenário, o vereador teve sua fala interrompida e não pôde se estender sobre o tema.
Até o momento, o governo do estado não se manifestou oficialmente sobre o pedido de exoneração. O caso segue sob análise política e administrativa, enquanto os deputados cobram providências diante das denúncias apresentadas.
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