A Defensoria Pública do Amazonas pediu esclarecimentos ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas sobre possíveis danos causados por uma dragagem no Rio Solimões, próxima à comunidade Nossa Senhora Aparecida, conhecida como Prainha, no município de Careiro da Várzea, na Região Metropolitana de Manaus.
Moradores relataram desmoronamentos nas margens do rio, presença de óleo na água e prejuízos à pesca. Segundo os habitantes da comunidade, o serviço teve início na terça-feira, 27, sem consulta ou aviso prévio à população. O pedido de esclarecimentos foi enviado ao Ipaam na sexta-feira, 30, após atendimento coletivo realizado pelos defensores públicos Carlos Almeida Filho e Roger Queiroz.
O defensor Carlos Almeida, titular da Defensoria Especializada em Assuntos Coletivos, explicou que a atividade amplia o fenômeno das terras caídas ao aumentar o calado do rio e a velocidade das águas. A erosão gerada pode obrigar famílias a deixar suas casas, com custos estimados em cerca de R$ 40 mil por mudança. Os moradores também suspeitam que a empresa responsável esteja comercializando a areia retirada do leito do rio, informação que ainda precisa ser esclarecida.
No documento enviado ao Ipaam, a Defensoria solicita informações sobre a existência de licença para a dragagem, a identificação dos responsáveis e cópias dos documentos de autorização. A instituição pediu ainda que o órgão ambiental adote medidas imediatas caso identifique irregularidades ou riscos à população, incluindo a possível suspensão da atividade.
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