O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva nesta sexta-feira (16) suspendendo tarifas e sanções contra a Rússia e contra países que compram petróleo e gás russos. As medidas estavam previstas em uma lei sancionada pelo próprio Trump em meados de setembro e entrariam em vigor em poucos dias.
A legislação, conhecida como Lei Lindsey O. Graham de Sanções à Rússia e ao Irã de 2026, previa tarifas de até 100% sobre produtos importados pelos Estados Unidos dos cinco maiores compradores de petróleo ou gás russos. A norma também punia países que comprassem deliberadamente energia russa ou ajudassem Moscou a contornar sanções. Trump justificou a suspensão afirmando que ela atende aos interesses nacionais do país e comunicou formalmente o Congresso sobre a decisão, conforme permite a própria lei.
China e Índia, dois dos maiores compradores de petróleo russo, já haviam manifestado preocupação com as medidas. Pequim declarou oposição à aplicação extraterritorial de leis sem fundamento no direito internacional, e Nova Délhi alertou que novas tarifas poderiam prejudicar as relações bilaterais com Washington. O deputado democrata Don Beyer, da Virgínia, criticou a decisão e afirmou que Trump estava cedendo ao presidente russo Vladimir Putin, traindo parceiros ucranianos e contrariando a intenção do Congresso ao aprovar a lei.
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