Em menos de dois anos, as frotas de patinetes elétricos compartilhados na cidade de São Paulo cresceram de 4 mil para 8 mil unidades. A Whoosh passou de mil para 3 mil veículos disponíveis, enquanto a Jet ampliou sua frota de 3 mil para 5 mil. Junto com a expansão, as duas empresas também registraram mais de 2.500 bloqueios de usuários por uso inadequado na capital paulista.
A Whoosh suspendeu mais de 2 mil contas desde 2025, e a Jet bloqueou cerca de 500 clientes no mesmo período. Os motivos vão de vandalismo ao transporte de carona, liberação do serviço para menores de idade e estacionamento fora das zonas permitidas, práticas que descumprem normas do Conselho Nacional de Trânsito. No Brasil, o total de bloqueios pelas duas empresas chega a 17 mil, o equivalente a cerca de 1% dos usuários nacionais das plataformas.
A regulamentação do setor avançou com a Resolução nº 996 do Contran, de 2023, que delegou aos municípios a fiscalização dos veículos autopropelidos. Em São Paulo, a prefeitura definiu novas regras em agosto deste ano e estipulou o início da fiscalização para 12 de outubro, mas ainda não detalhou como o cumprimento das normas será verificado na prática. A Companhia de Engenharia de Tráfego informou que atua de forma educativa, com instalação de placas, banners e painéis de velocidade em pontos como a Avenida Faria Lima.
Os dados de uso das plataformas mostram que os percursos médios são de 2,5 quilômetros, com maior volume de corridas nos dias úteis e picos no início e no fim do expediente de trabalho. Ambas as empresas têm planos de expandir a frota e a área de cobertura na cidade.
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