O jornalista e colunista Herbert Lins trouxe na edição desta quinta-feira uma leitura contundente sobre o ambiente político de Rondônia, descrevendo o atual momento como uma “guerra de comadres” instalada no núcleo do poder. A expressão, usada para retratar brigas que revelam verdades incômodas, foi aplicada pelo colunista para explicar a sucessão de conflitos, suspeitas e disputas que vêm marcando o cenário estadual.
Lins recupera o significado popular do termo, lembrando que, na política, ele se transforma em troca de acusações, exposição de bastidores e tentativas de desmoralizar adversários como forma de avançar posições. A partir daí, analisa episódios recentes que, segundo ele, compõem o quadro mais delicado vivido pelo governo estadual desde o início do mandato.
Entre os pontos levantados está o boato de que o vice-governador Sérgio Gonçalves poderia ser alvo de uma possível operação policial, o que o impediria de assumir o comando do Executivo caso o governador Coronel Marcos Rocha se afaste para disputar o Senado em 2026. De acordo com o colunista, a trama que corre nos bastidores incluiria até hipóteses na linha sucessória, embora muitas dessas versões não resistam a uma verificação simples, como o fato de o presidente do Tribunal de Justiça, Raduan Miguel Filho, estar prestes a assumir outro posto e ter trajetória incompatível com articulações desse tipo.
Herbert Lins também destaca a tensão envolvendo o Comandante-Geral da Polícia Militar, coronel Braguim, que divulgou vídeo com ataques ao deputado estadual Delegado Rodrigo Camargo. A reação no plenário da Assembleia Legislativa levou à aprovação unânime de um requerimento para que Braguim seja convocado a prestar esclarecimentos, episódio que reforça o clima de divisão dentro das instituições.
Além disso, o colunista recupera um #tbt histórico para lembrar os “guabirus”, grupo de conservadores pernambucanos que se desentendiam com sua própria cúpula no período pós-Rebelião Praieira. A analogia é usada para mostrar que disputas internas podem enfraquecer projetos políticos e comprometer a estabilidade do governo.
No encerramento, Herbert Lins ressalta que, para que o projeto político do grupo que apoia o governador siga adiante nas eleições de 2026, será necessário encontrar alguém capaz de pacificar os ânimos e dialogar com todos os lados, a exemplo de Chicharro da Gama, personagem histórico lembrado na coluna. Ele afirma que, sem reconciliação, os conflitos tendem a crescer e atingir não apenas lideranças, mas toda a estrutura do Estado.
A análise de Lins evidencia que, por trás das disputas públicas e das mensagens que circulam nas redes, existe um ambiente de instabilidade que exige atenção e responsabilidade dos atores políticos. Segundo o colunista, a disputa de narrativas não pode obscurecer o papel que cada instituição desempenha e nem comprometer o funcionamento do Estado.
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