A fila não aparece na porta do hospital, mas está registrada no sistema. Dados oficiais do Portal da Transparência de Rondônia mostram que há hoje (24/02/2026) 173.143 solicitações aguardando consulta médica especializada na rede pública. São pedidos já inseridos no sistema de regulação do SUS, feitos após atendimento médico e encaminhamento formal.
O número chama atenção porque revela o tamanho da demanda antes mesmo de se falar em cirurgia. Entre os exames mais aguardados, o ultrassom Doppler de vasos soma 38.303 solicitações em espera. O ultrassom de articulação aparece com 30.099 pedidos. A endoscopia digestiva alta tem 22.824 pessoas aguardando, enquanto a colonoscopia acumula 13.733 solicitações. Já a ressonância magnética da coluna lombar registra 7.533 pedidos pendentes. Até mesmo exames mais simples, como eletrocardiograma, somam 2.800 solicitações na fila estadual.
Esses dados estão disponíveis no painel oficial de regulação do SUS mantido pelo Governo de Rondônia, que permite consulta pública por tipo de procedimento. O sistema reúne pedidos de todo o estado, inclusive da capital, já que a regulação ambulatorial é integrada.
Quando o assunto é cirurgia eletiva, os números também mostram demanda acumulada. A plástica mamária não estética registra 594 pedidos em espera. A postectomia soma 276. A histeroscopia cirúrgica aparece com 124 solicitações pendentes. A hernioplastia inguinal, procedimento comum para correção de hérnia, tem 121 pessoas aguardando. A artroplastia total primária do joelho registra 76 pedidos, enquanto a reconstrução ligamentar do joelho soma 67. A implantação de marca-passo aparece com 65 pacientes na fila.
Todos esses casos envolvem pacientes que já passaram pela etapa inicial de atendimento e receberam indicação médica formal. O tempo de espera pode variar conforme a classificação de risco e a disponibilidade de vagas na rede credenciada.
A Secretaria de Estado da Saúde informa que mantém mutirões periódicos e contratos com unidades hospitalares para reduzir a demanda reprimida, além de disponibilizar consulta pública da posição na fila como forma de ampliar a transparência. O objetivo declarado é diminuir o tempo médio de espera e organizar a fila por prioridade clínica.
O que os números mostram, no entanto, é o volume expressivo de pedidos acumulados na etapa intermediária do atendimento. A fila não está apenas na cirurgia. Ela começa na consulta especializada, passa pelos exames e segue até o procedimento. E enquanto isso, milhares de pessoas permanecem aguardando a chamada que confirma a próxima etapa do próprio tratamento.
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