O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deu início a vistorias em 725 propriedades rurais do Amazonas que foram previamente notificadas por risco de propagação de fogo. As equipes verificam se as determinações de controle das chamas foram cumpridas, e parte dos proprietários já recebeu autuações por descumprimento.
A operação integra uma força-tarefa de contenção e repressão ao fogo com foco nos municípios de Autazes, Careiro da Várzea, Parintins e Itacoatiara, apontados como regiões críticas e responsáveis por grande parte da fumaça que afeta Manaus. Segundo o presidente do Ibama, Jair Schmitt, a maioria dos incêndios tem origem humana e motivação criminosa, com o objetivo de degradar a vegetação nativa e consolidar áreas desmatadas para pecuária ou outros fins.
Quem provocar incêndios florestais fica sujeito a multas entre R$ 5 mil e R$ 10 mil por hectare queimado, embargo imediato da propriedade e apreensão de equipamentos, além de responsabilização criminal com pena de reclusão. Entre junho e outubro deste ano, 292 incêndios foram extintos no estado, enquanto oito focos seguem ativos. Ao todo, 11 aeronaves estão mobilizadas para atender diferentes regiões do Amazonas.
Manaus está em estado de atenção desde 24 de setembro, e o governo federal reconheceu situação de emergência em 36 municípios amazonenses. O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou após sobrevoo pelas áreas atingidas que a situação era mais grave do que o esperado, com focos detectados no interior de áreas de floresta preservada, o que pode indicar ação humana intencional para preparar terreno a futuros desmatamentos.
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