Empresários e servidores públicos estão no centro de uma investigação que apura a manipulação de contratos de shows firmados por prefeituras em cidades de Goiás e Mato Grosso. As apurações indicam superfaturamento que chegou a quase 400%, com prejuízo milionário aos cofres públicos em eventos custeados com dinheiro da população.
As investigações são conduzidas pela Polícia Civil de Mato Grosso e avançaram nos últimos dias com uma nova fase da operação que apura fraudes em licitações públicas. Os levantamentos apontam que os contratos eram firmados por meio de pregões eletrônicos e atas de registro de preços, usadas posteriormente por outros municípios por adesão, o chamado sistema de carona. Dessa forma, cidades diferentes acabavam contratando os mesmos serviços, com valores inflados e sem concorrência efetiva.
Segundo a polícia, há indícios de direcionamento de licitações, uso de empresas de fachada, associação criminosa e corrupção. O esquema teria movimentado mais de R$ 4 milhões apenas nos contratos já identificados. Durante a operação, foram cumpridas dezenas de ordens judiciais, incluindo mandados de prisão preventiva, buscas e apreensões, bloqueio de contas bancárias, quebra de sigilos e suspensão das atividades de empresas investigadas.
A Prefeitura de Pontal do Araguaia, um dos municípios citados nas apurações iniciais, informou por meio de nota que as licitações mencionadas seguem a legalidade. A administração destacou que nem a prefeitura nem o prefeito são alvos da investigação. Segundo o município, o foco das apurações está em empresas privadas. A gestão também afirmou que colabora com as autoridades e reforçou o compromisso com o uso correto dos recursos públicos.
As investigações continuam e novas fases não estão descartadas. A Polícia Civil trabalha agora na análise do material apreendido e no rastreamento do dinheiro, para identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar o impacto total das fraudes sobre os cofres públicos.
Com informações da TV Anhanguera
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