Israel realiza nesta terça-feira (27) suas primeiras eleições gerais desde o início do conflito na Faixa de Gaza. O pleito determina a composição do Knesset, o Parlamento israelense, e vai decidir o futuro político do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que chega ao dia da votação com popularidade em baixa e enfrentando processos na Justiça israelense, além de um mandado de prisão internacional.
As pesquisas de intenção de voto indicam que o partido de Netanyahu deve conquistar entre 20 e 30 das 120 cadeiras do Parlamento, praticamente empatado com o Yashar, legenda liderada por Gadi Eisenkot, ex-chefe das Forças Armadas israelenses e principal rival do premiê. Para governar, um partido ou coalizão precisa de pelo menos 61 assentos. As projeções mostram que nem o bloco governista nem a oposição devem alcançar esse patamar, o que abre a possibilidade de novas eleições.
Durante a campanha, Netanyahu apostou na narrativa da guerra como principal argumento para conquistar eleitores indecisos. O premiê defendeu que o conflito com o Irã representa a última chance de Israel de combater inimigos que negam o direito de existência do país. Na véspera da eleição, a imprensa israelense relatou que ele teria pressionado as Forças Armadas a realizar uma escalada militar contra Teerã. O gabinete do primeiro-ministro negou oficialmente a informação. A oposição reagiu e acusou Netanyahu de colocar a estabilidade regional em risco por interesses eleitorais.
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