O jornalista Anderson Nascimento fez uma cobrança ao presidente da Câmara Municipal de Porto Velho, vereador Gedeão Negreiros (PSDB), sobre a falta de informações a respeito das providências adotadas pela Casa após a denúncia de agressão contra o jornalista Edval Sheik, envolvendo o vereador Marcos Combate (Avante). O caso ocorreu em maio de 2026 e recebeu manifestação de repúdio da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Anderson relembra a denúncia e chama a atenção para o tempo transcorrido desde o ocorrido. Segundo ele, cinco meses depois, ainda não há uma resposta sobre o resultado da apuração ou sobre eventuais medidas tomadas pela Câmara em relação à conduta do parlamentar.
A denúncia ganhou repercussão em 12 de maio, quando Edval Sheik, profissional do site Se Liga PVH, relatou ter sido agredido nas dependências da Câmara Municipal. Conforme a manifestação publicada pela Abraji em 14 de maio, o jornalista teria sido inicialmente ofendido em um corredor e, posteriormente, atingido com socos e tapas dentro do gabinete de outro vereador.
A associação informou que Edval registrou ocorrência policial e foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para exame de corpo de delito. Na ocasião, Marcos Combate divulgou um vídeo apresentando sua versão e acusando o jornalista de tentar extorqui-lo. Essa alegação do parlamentar não foi confirmada pelas informações consultadas.
A Abraji também anunciou que encaminharia à presidência da Câmara um pedido de apuração rigorosa, além de solicitar providências ao Ministério Público e à Polícia Civil.
É justamente sobre a resposta institucional que Anderson Nascimento direciona sua cobrança. No vídeo, o jornalista menciona o presidente Gedeão Negreiros e pede informações sobre a manifestação da Câmara, o encaminhamento dado ao caso e o andamento de eventuais procedimentos relacionados à denúncia.
Anderson destaca que o assunto não se limita ao conflito entre um vereador e um profissional da imprensa. Sua cobrança envolve também a responsabilidade da Câmara de prestar informações sobre uma ocorrência registrada em suas dependências e sobre as medidas eventualmente adotadas para apurá-la.
O jornalista lembra ainda que cabe à instituição informar se houve apuração, quais procedimentos foram instaurados e em que situação se encontram. A cobrança é dirigida especialmente à presidência da Casa, responsável por dar encaminhamento às questões administrativas dentro de suas atribuições.
A manifestação ocorre cerca de cinco meses após a denúncia inicial. Até o momento desta apuração, não foi possível confirmar, por meio dos registros oficiais consultados, se houve abertura de procedimento disciplinar específico, conclusão de investigação legislativa ou aplicação de alguma medida relacionada ao caso.
O espaço permanece aberto para que a presidência da Câmara Municipal de Porto Velho e o vereador Marcos Combate apresentem esclarecimentos sobre os fatos, os encaminhamentos realizados e a situação atual do caso.
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