Libertações ocorrem dias após queda do antigo governo e reacendem debate sobre direitos humanos no país

Grupos de presos políticos começaram a deixar prisões venezuelanas nos últimos dias, após a ruptura no comando do país e a prisão do ex-presidente Nicolás Maduro. As libertações ocorreram em diferentes regiões e foram confirmadas por familiares, advogados e organizações de direitos humanos.
Libertações ocorrem dias após queda do antigo governo e reacendem debate sobre direitos humanos no país
Reprodução Internet

Entre os libertos estão opositores políticos, estudantes, líderes comunitários e militares acusados de conspiração. Muitos estavam detidos há anos sem condenação definitiva, alguns em regimes de isolamento, segundo denúncias recorrentes feitas a organismos internacionais.

Do lado de fora das unidades prisionais, o clima foi de emoção contida. Famílias aguardaram por horas, muitas sem confirmação oficial dos nomes que seriam soltos. Abraços longos, lágrimas e silêncio marcaram a saída de quem voltou a ver a rua depois de meses ou anos de cárcere.

Organizações humanitárias afirmam que parte desses presos respondia por crimes como “instigação ao ódio” ou “terrorismo”, acusações usadas com frequência pelo antigo governo para conter protestos e vozes críticas. Relatórios da ONU e da OEA já haviam apontado prisões arbitrárias, tortura psicológica e violações sistemáticas de direitos humanos no país.

A libertação ganhou força após a mudança no controle político e militar da Venezuela, desencadeada pela operação que resultou na captura de Maduro. Autoridades que assumiram interinamente afirmaram que a revisão dos casos é prioridade e que novas solturas devem ocorrer nos próximos dias.

Apesar disso, entidades de direitos humanos alertam que o processo ainda é parcial. Há relatos de presos que continuam detidos sem acesso pleno a advogados ou informações claras sobre sua situação jurídica. Também há preocupação com possíveis represálias contra servidores do Estado que atuaram no sistema prisional.

Para familiares, a libertação representa apenas o primeiro passo. Muitos ex-presos saíram debilitados, com problemas de saúde e sem condições financeiras. Agora, cobram investigação sobre abusos cometidos dentro das cadeias e responsabilização dos envolvidos.

No plano político, a soltura dos presos foi recebida como um sinal de ruptura com práticas do passado. Países vizinhos e organismos internacionais acompanham o processo de perto, avaliando se a Venezuela seguirá um caminho de transição institucional ou se as libertações ficarão restritas a gestos pontuais.

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