A Polícia Federal concluiu o relatório da operação realizada em 3 de setembro na Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (Aadesam) e apontou que o órgão teve conhecimento prévio da decisão judicial antes da chegada dos agentes. A ação investiga o suposto uso da estrutura do Governo do Amazonas em benefício da campanha à reeleição do governador Roberto Cidade, do União Brasil.
O documento, obtido com exclusividade pelo g1, indica que funcionários e o presidente da agência, William Alexandre Silva de Abreu, souberam da ordem por meio de uma notificação automática do sistema processual. Com isso, os documentos requisitados pela Justiça já estavam separados quando a equipe policial chegou ao local. A decisão havia sido assinada pela desembargadora Nélia Caminha Jorge, do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas, em 31 de agosto. Os relatórios também citam o vice-governador Serafim Corrêa, do PSB, integrante da chapa à reeleição.
Durante a operação, o computador do setor de Recursos Humanos foi apresentado pelos servidores como corrompido, pois havia sido enviado para manutenção na manhã da mesma diligência. A PF localizou o equipamento na sala de rede da agência e o apreendeu para perícia, que deverá verificar se houve formatação ou apagamento de dados. Além disso, os investigadores encontraram um notebook na antessala da Presidência mesmo após o presidente e outros servidores informarem verbalmente que não havia outros equipamentos no local. O Ministério Público Eleitoral pediu, no dia 20, o afastamento de William da presidência da Aadesam.
O Governo do Amazonas informou, em nota, que a agência tem prestado esclarecimentos às autoridades e mantém postura de colaboração com a Justiça, destacando que documentos já haviam sido enviados espontaneamente antes do cumprimento do mandado.
Com informações de G1 Amazonas.
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