A Polícia Federal concluiu o relatório da operação realizada em 3 de setembro na Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental, a Aadesam, e apontou indícios de que o órgão teve conhecimento prévio da decisão judicial antes da chegada dos agentes. A investigação apura o suposto uso da estrutura do Governo do Amazonas em benefício eleitoral, com menção ao governador Roberto Cidade, do União Brasil, ao vice-governador Serafim Corrêa, do PSB, e ao presidente da agência, William Alexandre Silva de Abreu.
Segundo o documento, o computador do setor de Recursos Humanos havia sido encaminhado para manutenção na mesma manhã da operação. O equipamento foi localizado na sala de rede da agência e apresentado pelo setor de tecnologia com a informação de que estava corrompido, sem avançar além da tela de inicialização. A PF informou que apenas uma perícia poderá determinar se houve formatação, apagamento de dados ou outro tipo de dano, e o aparelho foi apreendido para análise técnica.
Os investigadores também registraram que funcionários e o presidente da agência afirmaram verbalmente que não havia notebooks no local, mas os agentes encontraram um equipamento da marca Samsung na antessala da Presidência durante as buscas. Um pen drive de 128 GB foi entregue espontaneamente pela defesa da instituição, com documentos que, segundo o advogado, atendiam às determinações judiciais. Em nota, o Governo do Amazonas afirmou que a Aadesam mantém postura de colaboração com a Justiça e já havia enviado documentos antes do cumprimento do mandado.
Com informações de G1 Amazonas.
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