A Agência Nacional de Vigilância Sanitária emitiu um alerta de farmacovigilância sobre o uso de medicamentos agonistas do receptor GLP-1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, chamando atenção para o risco de pancreatite aguda, inclusive em formas graves, e destacando que o aumento de notificações no Brasil e em outros países levou ao reforço das orientações de segurança já previstas em bula.
Segundo a agência, esses medicamentos devem ser utilizados apenas dentro das indicações aprovadas e sempre com prescrição e acompanhamento de profissional habilitado, porque o controle médico permite identificar reações adversas que podem evoluir com dor abdominal intensa e persistente, às vezes irradiando para as costas e acompanhada de náuseas e vômitos, sintomas que podem indicar inflamação no pâncreas. A Anvisa informou que, embora o risco já conste nas bulas, o crescimento das notificações exige atenção maior por parte de pacientes e profissionais de saúde.
O comunicado esclarece que não houve alteração na avaliação entre benefícios e riscos desses medicamentos, já que, quando usados conforme orientação médica e dentro das indicações aprovadas, os benefícios terapêuticos permanecem superiores aos possíveis efeitos adversos. Ainda assim, a agência reforça que o uso fora das recomendações amplia a possibilidade de complicações.
O alerta brasileiro acompanha manifestação semelhante feita pela Medicines and Healthcare products Regulatory Agency, do Reino Unido, que também informou haver risco, ainda que considerado pequeno, de pancreatite aguda grave em pacientes que utilizam esse tipo de medicamento.
Dados reunidos pela Anvisa mostram que, entre 2020 e 7 de dezembro de 2025, foram registradas 145 notificações de suspeitas de eventos adversos relacionados a esses produtos no país, incluindo seis casos com desfecho de óbito sob investigação. Em junho de 2025, a agência determinou que farmácias e drogarias passassem a reter a receita desses medicamentos, medida que passou a exigir prescrição em duas vias e retenção de uma delas no ato da compra, procedimento semelhante ao adotado para antibióticos.
A orientação atual é que usuários procurem atendimento médico imediato ao perceber sinais compatíveis com pancreatite e que profissionais de saúde interrompam o tratamento diante de suspeita clínica, suspendendo definitivamente o uso caso o diagnóstico seja confirmado.
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