Toffoli deixa relatoria após ser citado em investigação do Banco Master

O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria da investigação sobre o Banco Master após relatório da Polícia Federal citar seu nome em dados ligados ao controlador Daniel Vorcaro. Ele nega qualquer vínculo ou pagamento, e o caso será redistribuído no Supremo Tribunal Federal.
Toffoli deixa relatoria após ser citado em investigação do Banco Master
Reprodução Internet

O ministro Dias Toffoli decidiu se afastar da condução da investigação relacionada ao Banco Master, conforme comunicado divulgado pelo Supremo Tribunal Federal, em meio ao aumento da atenção sobre possíveis vínculos entre o magistrado e o acionista controlador da instituição financeira.

A decisão foi formalizada em nota assinada por todos os ministros da Corte, inclusive pelo próprio Toffoli, e estabelece que o presidente do STF, Edson Fachin, ficará responsável por redistribuir o processo a outro relator, o que altera a condução do caso em um momento sensível, já que o banco foi liquidado em novembro depois que o Banco Central do Brasil apontou uma crise severa de liquidez, deterioração financeira acentuada e violações relevantes de normas.

Poucas horas antes do anúncio, Toffoli declarou que jamais recebeu pagamentos e que nunca manteve relação com o controlador do banco, Daniel Vorcaro, cujo nome aparece em relatório encaminhado pela Polícia Federal à presidência do Supremo, documento elaborado a partir de dados extraídos do telefone celular do empresário durante busca autorizada pela Justiça.

Segundo fontes com conhecimento do conteúdo do relatório, o material reúne cerca de 180 páginas e menciona supostos pagamentos destinados a uma empresa ligada ao ministro, além de referências a convites para eventos sociais, embora a Polícia Federal não tenha solicitado o afastamento de Toffoli, limitando-se a registrar que havia elementos que mereciam exame adicional.

A atuação do ministro na investigação vinha sendo observada tanto dentro quanto fora da Corte, e no comunicado divulgado nesta quinta-feira os demais integrantes do Supremo afirmaram a plena regularidade da conduta de Toffoli durante o período em que esteve à frente do caso, declarando apoio pessoal ao colega e respeito à sua dignidade, além de registrar que não identificavam impedimento formal para que ele continuasse na relatoria.

Mesmo assim, o próprio ministro optou por comunicar à presidência do tribunal sua decisão de transferir os processos que estavam sob sua responsabilidade no âmbito dessa investigação, gesto que encerra sua participação direta na condução do caso envolvendo o Banco Master.

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