Deputado apresenta projeto que cria política estadual contra calote trabalhista em contratos públicos

Proposta busca garantir pagamento de salários e encargos a trabalhadores terceirizados que atuam em serviços continuados do Estado
Deputado apresenta projeto que cria política estadual contra calote trabalhista em contratos públicos
Reprodução Internet

Um projeto de lei protocolado na Assembleia Legislativa de Rondônia propõe a criação de uma política estadual voltada a evitar calotes trabalhistas em contratos firmados pelo poder público. A iniciativa é de autoria do deputado estadual Marcelo Cruz, do AVANTE, e foi apresentada oficialmente em março de 2026, passando a tramitar na Casa Legislativa.

O texto institui a chamada Política Estadual Anticalote, voltada principalmente a contratos de serviços continuados com dedicação exclusiva de mão de obra, como vigilância, limpeza e transporte. A proposta busca garantir que empresas contratadas pelo Estado cumpram regularmente suas obrigações trabalhistas, evitando atrasos salariais e prejuízos aos trabalhadores que atuam nesses serviços.

De acordo com o projeto, o calote é caracterizado quando a empresa deixa de pagar salários, encargos previdenciários ou outros direitos trabalhistas relacionados à execução do contrato. A medida também prevê mecanismos para prevenir a inadimplência e proteger tanto os empregados quanto os cofres públicos de eventuais responsabilidades judiciais decorrentes dessas falhas.

Outro ponto previsto é a possibilidade de o Poder Executivo adotar mecanismos de controle financeiro nos contratos, como a reserva de valores destinados ao pagamento de encargos trabalhistas. Esses recursos poderão ser administrados conforme regras estabelecidas na legislação federal que trata da gestão de contratos administrativos.

O projeto também estabelece que a Assembleia Legislativa poderá acompanhar a execução da política, solicitando informações periódicas ao Executivo sobre o número de contratos abrangidos, os valores reservados e eventuais casos de inadimplência identificados, além das providências adotadas para proteger os trabalhadores afetados.

Na justificativa que acompanha a proposta, o autor afirma que a iniciativa surgiu a partir de registros recorrentes de inadimplência trabalhista em contratos terceirizados firmados com a administração pública estadual, situação que atinge diretamente os trabalhadores e cria riscos financeiros para o próprio Estado.

O texto prevê que a futura lei entrará em vigor na data de sua publicação, caso seja aprovada pelos deputados e posteriormente sancionada pelo governo estadual.

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