E se Maduro Cair? O ‘Dia Seguinte’ da Venezuela e os Planos dos EUA

A saída de Nicolás Maduro do poder na Venezuela é um cenário ativamente discutido. Avaliamos quem assume e os planos de Washington para a transição política.
E se Maduro Cair? O ‘Dia Seguinte’ da Venezuela e os Planos dos EUA
Reprodução Internet

Porto Velho, assim como o restante do Brasil, observa com apreensão a instabilidade crônica na vizinha Venezuela. A pergunta que paira sobre Caracas e Washington não é mais ‘se’, mas sim ‘o que acontece depois’ que Nicolás Maduro deixar o poder. Fontes internacionais, incluindo grandes veículos como CNN Brasil e Estadão, confirmaram que, durante o governo Trump, a Casa Branca estava ativamente planejando o cenário de transição, avaliando quem poderia assumir o leme de uma nação em colapso econômico e político.

A preparação para o “dia depois” da queda de Maduro não é apenas um exercício teórico. Ela reflete a intensa pressão internacional, liderada pelos Estados Unidos, que buscava não apenas a derrubada do regime, mas a instauração de uma estrutura política que garantisse a estabilidade regional. O foco eleitoral da Casa Branca, segundo reportagens da época, era claro: o objetivo final seria a realização de eleições livres e justas, mas o caminho até lá é repleto de obstáculos.

A principal dificuldade reside em quem tem a legitimidade e a capacidade de preencher o vácuo de poder. Embora Juan Guaidó tenha sido reconhecido por dezenas de países, incluindo o Brasil, como presidente interino, seu poder prático dentro de Caracas sempre foi limitado, dependendo excessivamente do apoio militar que nunca se consolidou totalmente.

Outra opção considerada seria a ascensão de figuras internas do chavismo, mas moderadas – membros do alto escalão que poderiam costurar um acordo de transição com a oposição e com a comunidade internacional, oferecendo garantias de segurança e estabilidade em troca de anistia parcial ou gradual. Esse cenário é complexo, pois exige a quebra da lealdade do círculo militar e político mais próximo a Maduro.

O papel das Forças Armadas venezuelanas é, indiscutivelmente, o fator decisivo. A derrubada ou a saída de Maduro depende, em última instância, de um racha ou de uma decisão da cúpula militar de retirar seu apoio. Caso isso ocorra, o alto comando militar teria um poder imenso na definição do governo provisório, podendo inclusive indicar um nome de consenso para garantir a ordem pública e a transição de poder.

Para o Brasil, especialmente para estados fronteiriços como Roraima e Rondônia, a transição política na Venezuela é vital. Um governo pós-Maduro que consiga restabelecer minimamente a economia poderia frear o fluxo migratório em massa, aliviando a pressão sobre os serviços públicos. No entanto, o risco de uma queda de poder desorganizada levar a uma guerra civil ou a um período prolongado de anarquia é real, o que exigiria do Brasil uma postura diplomática e de segurança ainda mais cautelosa.

Qualquer que seja o caminho, a transição exigirá um acordo nacional abrangente, com garantias para a oposição e para setores do chavismo. O objetivo final, defendido pelos analistas, é reconstruir o tecido institucional venezuelano, destruído por anos de autoritarismo e crise econômica, pavimentando o caminho para o retorno da democracia plena.

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