A Federação das Indústrias do Estado de Rondônia recebeu com expectativa positiva o avanço do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. A avaliação é de que a medida pode abrir caminhos concretos para a economia rondoniense, sobretudo ao aproximar o Estado de mercados exigentes e com alto poder de compra.
A leitura da entidade parte de um dado simples. Países europeus cobram padrões rígidos nas áreas sanitária e ambiental. Em contrapartida, costumam pagar melhor por produtos que atendem a essas exigências. Rondônia, segundo a federação, já reúne parte desses requisitos em cadeias produtivas que ganharam identidade própria nos últimos anos.
Produtos como café, castanha e chocolate aparecem no centro dessa expectativa. Esses segmentos cresceram associados à origem controlada, práticas sustentáveis e iniciativas de inclusão social, características que dialogam diretamente com o perfil do consumidor europeu.
Para o presidente da FIERO, Marcelo Thomé, o possível acordo se conecta ao modelo de desenvolvimento defendido pela indústria local. Ele afirma que o Estado tem mostrado que produção e responsabilidade caminham juntas, com respeito à floresta e geração de renda.
A federação também avalia que a aproximação com a União Europeia tende a acelerar a modernização da indústria rondoniense. A necessidade de cumprir normas técnicas mais rigorosas pode impulsionar inovação, qualificação da produção e adoção de novas tecnologias.
Na avaliação da FIERO, o acordo vai além da abertura comercial. Representa a chance de posicionar Rondônia como referência em produção sustentável, agregação de valor e inserção qualificada no comércio internacional.
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