Justiça cassa diplomas de candidatos em Candeias por fraude à cota de gênero

A Justiça Eleitoral decidiu anular os diplomas de candidatos do União Brasil em Candeias do Jamari, após confirmar fraude na cota de gênero nas eleições municipais de 2024.
Justiça cassa diplomas de candidatos em Candeias por fraude à cota de gênero
Imagem: Reprodução / Internet

O partido lançou mulheres apenas para preencher a exigência legal de 30% de candidaturas femininas, mas algumas delas não fizeram campanha de verdade. Duas candidatas, por exemplo, receberam apenas dois e quatro votos cada, o que levantou suspeitas de que foram usadas apenas para cumprir a lei.

Com a decisão, todos os votos dados ao União Brasil foram anulados e haverá nova contagem dos quocientes eleitoral e partidário. Além disso, os envolvidos ficaram inelegíveis por oito anos.

Esse não é um episódio isolado. Em Vilhena, a Justiça já havia cassado o mandato de um vereador pelo mesmo motivo: uma candidata do partido teve zero votos e não fez campanha.

Em Rolim de Moura, mais de uma vez a Justiça identificou candidaturas femininas de fachada — mulheres que entraram apenas “no papel”, sem pedir votos ou gastar com campanha. Em alguns casos, isso levou até à perda do mandato de vereadores eleitos.

Na capital, o Ministério Público Eleitoral investiga possíveis candidaturas fictícias de mulheres no PSB. Segundo o processo, algumas delas registraram a candidatura, mas não fizeram campanha real, o que também pode resultar em cassações e novas inelegibilidades.

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