O Tribunal Superior do Trabalho determinou que 80% dos trabalhadores da Petrobras permaneçam em atividade durante o movimento grevista em curso. A decisão foi tomada diante do risco de paralisação de serviços considerados essenciais, especialmente nas áreas de logística, refino e distribuição de combustíveis.
A medida atende a um pedido da estatal, que alegou possibilidade de prejuízos operacionais e impactos diretos no abastecimento nacional. Segundo o entendimento do TST, a manutenção de parte expressiva do efetivo é necessária para assegurar a continuidade das operações e preservar a segurança das instalações.
Enquanto isso, sindicatos que representam os trabalhadores seguem em negociação com a empresa. As discussões envolvem reajustes salariais, benefícios e condições de trabalho. Apesar do impasse, a Justiça entendeu que a greve não pode comprometer serviços estratégicos para o país.
A decisão estabelece que o descumprimento da ordem pode gerar aplicação de multas às entidades sindicais. O tribunal também reforçou que o direito à greve está garantido, desde que respeitados os limites legais para atividades essenciais.
A Petrobras informou que continuará aberta ao diálogo com as representações dos empregados. A empresa destacou que mantém canais de negociação ativos e que cumpre os acordos coletivos vigentes. Ao mesmo tempo, reafirmou a necessidade de preservar o funcionamento de suas unidades.
Com a determinação judicial, as operações nos terminais, refinarias e bases logísticas seguem em andamento, ainda que com ajustes. A expectativa agora é de avanço nas negociações nos próximos dias, enquanto a estatal mantém o plano de contingência para evitar desabastecimento no país.
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