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MARCOS ROCHA: Pressionado por aliados e cercado por interesses, Marcos Rocha é empurrado para o Senado

Indefinição sobre o Senado reorganiza alianças e deixa aliados assistindo da arquibancada
MARCOS ROCHA: Pressionado por aliados e cercado por interesses, Marcos Rocha é empurrado para o Senado
Reprodução Internet

A informação mais concisa neste momento da novela política rondoniense é que o nome do governador Marcos Rocha passou a ocupar um espaço nas rodas de conversas de bares, botequins e igrejas sobre a possibilidade dele disputar ao Senado, não mais como hipótese distante, mas como possibilidade tratada com naturalidade nos bastidores, sobretudo porque as articulações ao seu redor se acumulam e produzem efeitos reais mesmo sem qualquer gesto público do próprio governador.

Esse movimento se explica por dois fatores que avançam ao mesmo tempo. De um lado, aliados próximos sustentam que pesquisas internas indicam um cenário confortável, onde Rocha figura como elegível, e isto tem sido usando como argumento repetido por secretários e lideranças que enxergam na candidatura uma continuidade quase que automática do projeto político do grupo atual continuar de vento em poupa. De outro lado, houve uma reorganização no núcleo familiar depois que o plano de lançar a primeira-dama Luana Rocha como candidata a deputada federal perdeu viabilidade, deslocando o centro das expectativas para o próprio governador, como se o capital político acumulado não pudesse permanecer sem destino.

Marcos Rocha, entretanto, não demonstra a mesma pressa. Fontes do Palácio descrevem uma postura contida, marcada pela recusa em antecipar decisões. Ele evita sinalizações públicas, mantém distância de compromissos formais e prefere controlar o tempo da escolha, lógico que consciente de que essa indefinição prolongada amplia tensões internas e deixa aliados em estado permanente de espera, ajustando seus próprios projetos a uma decisão que não vem, dando sinais de incerteza na própria decisão.

O ambiente fica ainda mais sensível quando se observa que o debate extrapola a figura do governador. O irmão de Rocha, Sandro Rocha, atualmente à frente do DETRAN/RO, também demonstra disposição para disputar um cargo eletivo, ampliando o alcance das articulações e tornando mais difícil separar desejo pelo poder de interesses pessoais.

Enquanto isso, o vice-governador Sérgio Gonçalves acompanha tudo à distância. Depois de ter sido chamado publicamente de “traidor” em rede de televisão, ele observa o desenrolar dos fatos com a pipoca na mão, assistindo de camarote a uma decisão que não controla, mas que definirá diretamente seu espaço político e qualquer projeto relacionado à sucessão estadual.

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